Acordo de Paris para o clima entra em vigor; ONU pede mais esforços na redução de emissões

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Comunidade internacional precisa ampliar ações de combate às mudanças climáticas, diz agência ambiental da ONU. Foto: PNUMA

Na avaliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mesmo com a implementação completa do Acordo de Paris, a temperatura média pode subir entre 2,9 e 3,4 graus neste século. Por isso, a recomendação é aumentar em 25% a meta de corte nas emissões de gases.

Na ocasião da entrada em vigor nesta sexta-feira (4) do Acordo de Paris para o clima, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) pediu à comunidade internacional que intensifique os esforços para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. A sugestão é que os países aumentem em 25% a meta de corte das emissões.

Na avaliação da agência da ONU, mesmo com a implementação completa do Acordo de Paris, a temperatura média pode subir entre 2,9 e 3,4 graus neste século. Segundo relatório apresentado em Londres na quinta-feira (3), o total de emissões deve alcançar 56 gigatoneladas de dióxido de carbono em 2030. O nível projetado necessário para limitar o aquecimento global a 2º Celsius é de 42 gigatoneladas.

Cientistas de todo mundo concordam que limitar o aquecimento global a 2º Celsius neste século reduz a probabilidade de tempestades severas; secas mais longas; aumento do nível do mar; e outros eventos devastadores relacionados ao clima. No entanto, alertam que mesmo uma meta mais baixa — de 1,5º Celsius, por exemplo — reduziria os impactos, em vez de eliminá-los.

Para o diretor-executivo do PNUMA, Erik Solheim, o mundo está caminhando na direção certa, pois o acordo vai desacelerar as mudanças do clima. Mas, na avaliação dele, ainda não é o suficiente para evitar sérios impactos.

“Se não começarmos a tomar medidas adicionais agora, na próxima reunião do clima em Marraquexe, vamos sofrer com a tragédia humana evitável. O crescente número de refugiados do clima atingidos pela fome, pela pobreza, pelas doenças e conflitos será um lembrete constante da nossa falta de ação”, alertou Solheim.

O PNUMA acredita ser possível cortar emissões nos setores de agricultura e transportes, por exemplo. Iniciativas para a eficiência energética também são bem-vindas, sendo que os investimentos no setor aumentaram 6%, chegando a 221 bilhões de dólares em 2015.

De acordo com a agência da ONU, 2015 foi o ano mais quente do mundo moderno, e os seis primeiros meses de 2016, até agora, bateram todos os recordes anteriores.

fonte: https://nacoesunidas.org